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Thursday, June 30, 2005

Baseado em fatos reais

O roteiro, nada original. O tempo de duração do filme, nada convencional. Mas foi assim mesmo que aconteceu. No ano de 2000, eu iniciava a minha odisséia pelo mundo cinematográfico e me consolidava como protagonista da película que, por dois anos, ficou em cartaz em Goiânia. O cenário da trama? Bem ali, sabe, na esquina da R-11 com a Rua 12, no Setor Oeste. Tá, tá. Vou ser mais exata, afinal ninguém gosta de enrolação demais, principalmente quando se está doido para pular o trailer – se bem que eles são essenciais quando chegamos atrasados nas sessões de cinemas. Mas deixa pra lá. Voltemos ao local onde parte de minhas histórias viraram cenas de filmes – pelo menos na minha mente: a locadora de vídeos Broadway Vídeo Shop. Mas atenção, os relatos que se seguem serão divididos em pequenos episódios – e nem todos serão evidenciados neste post. Sabe como é, né? Não posso abandonar a fama que cultivei no início do blog. Lembram? A tal mania das obras incompletas. So (é o vocábulo em inglês, tá gente), LUZ, CAMÊRA, AÇÃO!

Cena 1: Em menos de dois meses de trabalho, sou eu, e não a mocinha de Hollywood, que encontra-se em perigo. Quase 22 horas – horário que marca o fim de expediente -, e a locadora é assaltada. Adivinhem quem estava no caixa? Uma garota – como diriam os meus colegas de gabinete, uma guria – de 19 anos, que cursava, na época, o primeiro ano de jornalismo na UFG. A reação dela? Achou que era brincadeira e, só se convenceu do contrário, depois que o meliante mostrou, discretamente, que portava uma arma. As mãos trêmulas quase não conseguiram entregar todo o dinheiro ao rapaz do outro lado do balcão. Mas conseguiu efetuar a transação, atender os interesses do cliente atípico. Exceto pelas moedas. Elas ficaram no caixa.

Outra tomada – só para esclarecer o que aconteceu com os outros personagens. Enquanto um dos assaltantes – eram dois - ‘tomava conta’ de mim, o outro colocou os demais funcionários – inclusive a dona do estabelecimento e sua filha, que estavam na locadora – na salinha do escritório. Mais tarde, me juntei a eles. Contamos até... Não me lembro em que casa numérica paramos, mas depois de um certo tempo, chamamos a polícia. Claro que nada foi resolvido. Podemos, portanto, nos aventurar e filmar uma seqüência. E, desta vez, fugimos das obviedades do mundo real, e colocamos nossos “agentes de segurança” pra funcionar.

Detalhe: não havia clientes na hora em que a locadora foi assaltada.

2 comments:

Thiago Marques said...

Trailers são essenciais, sem dúvida.
Especialmente para nós, que temos tradição de chegar atrasados ao cinema. Mesmo quando chegamos mais cedo no shopping.
T.. A...
Eu.

Thiago Marques said...

Tá passando da hora de atualizar!
T... A...
Eu.