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Monday, July 25, 2005

Do envelope pardo para a tela do seu PC

Não fiquem receosos, envelope é bem diferente de mala. E eu garanto. Não tinha dinheiro algum no envoltório. Só um papel com uns rabiscos. Para ser mais exata, a minuta do que deveria ter sido o 2º editorial do Jornalzinho da Broadway. Mas não foi. Preferiu ficar guardada por quase quatros anos – putz! – para só agora ‘dar as caras’ ao público.

04/09/01

2º Jornalzinho da Broadway - Editorial

Pode ser que o leitor mais assíduo desta coluna... Pausa. Vírgula. Depois das reticências? Não, não é muito usual. Melhor um parênteses. (E olha que o vocábulo assíduo foi escolhido propositalmente, já que ele é capaz de forjar um trabalho que pretendia ser mensal e, por relapso da escritora, a sua 2ª edição vem com um atraso singelo de três meses...) Mas o que é mesmo que eu estava tentando dizer, ops, escrever?

Ah, essas manias que os escritores têm de intrometer seus mais estranhos pensamentos nas linhas que esboçam ou de ficarem justificando seus erros! Ah, essas manias certamente irritam os leitores.

Mas o que se pode fazer? É como o Luis Fernando Verissimo diz em se livro “Comédias para se ler na escola”:

“Você leitor, pode parar de ler. Pode ir passear, tomar um sol... Mas eu? Eu não posso parar de escrever. As idéias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida, ou o sono”. (pág 34)

Deixando tais divagações de lado, optei por recomeçar este 2º editorial. E agora, sem interrupções. Então vamos lá.

Pode ser que o leitor mais assíduo desta coluna esteja estranhando o atraso de três meses na publicação do Jornalzinho da Broadway. Afinal, a primeira edição parecia bastante promissora e otimista. Talvez você não se lembre, mas ela dizia mais ou menos assim:

“São de impulsos instantâneos que se materializam os sonhos”.

Completava com outras sentimentalidades:

“Você, leitor, pode nos ajudar a manter esse êxtase repentino...”

Não pensem que, com as palavras acima e com esse tom irônico, estou desmerecendo o primeiro editorial. Nem o poderia fazer, afinal fui eu quem o escrevi. Mas, sabe o que é, escritor (ora, ora, quem diria, já me julgo uma) adora criticar o trabalho anterior, a fim de mostrar que evoluiu no seu ofício. Ih, já estou eu de novo interferindo na sua leitura. Tudo bem, nada de pânico! Já que até agora o que consegui demonstrar neste editorial foi o atrito entre eu, a minha mente e a caneta – viu como não sou tão moderninha assim; uso primeiro um ‘pincel’, depois o computador -, por que não aproveitar o tema da “arte de escrever” para pautar essa 2ª edição do jornalzinho? Afinal, literatura e cinema sempre formaram um par perfeito. Você vai conferir, portanto, resenhas, notas e curiosidades sobre filmes que foram baseados em obras literárias, além...

Pra variar, mais um texto que ficou pela metade. Fazer o quê, cidadão?

Thursday, July 14, 2005

Mais Broadway

Sem muitas explicações, publico abaixo o editorial que produzi para o 1º - e único, diga-se de passagem – Jornalzinho da Broadway.

Ano 01 – Número 01 – Maio/01


Após pensarmos muito como abrir este, que é o primeiro de muitos outros editoriais, decidimos lançar mão da seguinte frase:

"São de impulsos instantâneos que se materializam os sonhos”.

Talvez o leitor deva estar tentando lembrar o nome do autor da afirmativa acima, ou mesmo se perguntando porque ela mereceu esse espaço na página. Não, não perca o seu tempo, definitivamente nenhum filósofo a escreveu. É apenas uma dessas frases soltas e de cunho sentimentalista que vem para cumprir uma função: a de descrever o nascimento do “Jornalzinho da Broadway”. Foi assim mesmo, caro leitor, de um impulso instantâneo, de um êxtase repentino que a idéia surgiu. Mais adjetivos para detalhar esse momento seriam por demais cansativos e igualmente desnecessários; ao leitor, basta reler a frase toda vez que sentir necessidade de entender a gênese desse mini-projeto. Afinal, aquela velha prerrogativa vale também aqui: para bom entendedor, meia palavra – ou uma frase sentimentalista – basta.

Tudo bem, reconhecemos que jogar a responsabilidade da compreensão de um texto no leitor, quando o que falta é inspiração dos autores, é algo muito feio. Mas pera lá, temos uma justificativa, um tanto mítica, é verdade. É que ainda não encontramos o nosso ‘muso’. Por falar nisso, aproveitamos para destacar, em nossa primeira edição, texto sobre o filme “A Musa”, do diretor Albert Brooks. Você vai conferir ainda resenha da nossa colega Camila Carvalho sobre o polêmico “O povo contra Larry Flynt”. Na página 03, marca presença uma tentativa de análise sobre “O carteiro e o poeta”. Mas tem mais informação cultural por aí. O leitor ficará por dentro dos lançamentos que estão por vir, além de saber dos filmes mais locados.

Esperamos com essa iniciativa promover uma maior interação entre os clientes, e agora também leitores, e a Broadway. Sua opinião e sugestão são muito importantes para nós. Por isso, participe, escreva, critique se for o caso – mas, por favor, respeitem a “regra”: críticas não devem ser feitas na frente do nosso chefe. Enfim, ajude-nos a manter o impulso que originou o projeto.

Desde já, agradecemos a sua colaboração.

Equipe da Broadway.