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Sunday, June 23, 2013

2 - Time do Coração / Vladimir Filho

Outubro de 2011

Promessa feita, promessa cumprida. Eis o post com a mini ping-pong, antes do jogo do Santos contra o Atlético (MG). A conversa foi com o goleiro reserva do Peixe, Vladimir, que atendia aos turistas de sua terra natal, Ipiaú (BA), no aeroporto de Congonhas (SP).

Nome: Vladimir Orlando Cardoso de Araújo Filho

Idade: 22 anos

Altura: 1,90

Natural: Ipiaú, Bahia


Com quantos anos começou a jogar futebol?

Eu comecei novinho, com 11 anos passei pelo Sport Clube Bahia e depois tive uma passagem rápida pelo interior paulista. Estou no Santos tem quatro anos.

Sempre pensou em ser goleiro ou já jogou em outra posição?

Olha, pensar a gente pensa, só que a qualidade não ajuda, daí a gente procura o gol mesmo (risos).

Depois da vitória contra o Palmeiras, no domingo, como é que o Santos encara o Atlético nesta rodada?

A gente vai forte, sabendo que a equipe do Atlético está passando um momento ruim. Mesmo assim, é uma equipe forte, então a gente tem que tomar bastante cuidado. Vamos na expectativa de ganhar o jogo.

E apesar de você estar há quatro anos no Santos, você pode falar qual é o seu time do coração?


Nós, jogadores, não temos um time do coração. A gente tem um carinho por todos os clubes que a gente passa, que a gente defende a camisa, e hoje eu sou muito grato ao Santos por tudo. 

Wednesday, June 05, 2013

1 - O início, o meio e o fim. Ou seria o fim, o meio, o início? Ou o meio...

Depois de uma breve pausa, retomo os posts do blog com meu projeto "Retrô", uma coletânea de textos/reportagens/artigos/vídeos que gostei demais e/ou me orgulhei demais de ter feito. E que tal relembrar os tempos de "Meninas do Esporte"? Publico agora uma série que escrevi para o blog, idealizado por mim e pela colega jornalista Belisa Monteiro, a partir de uma viagem a Sampa. Espero que gostem!

Outubro de 2011

Era para ser início. Daí virou meio. Agora começa pelo fim. Mas prometo que depois volto ao começo. Ou ao meio. Whatever! Mas para não dar tanto nó na cabeça de vocês, explico. Do começo. Vamos lá:

Sexta-feira, 7 de outubro, viagem marcada para São Paulo. Expectativa total e quase a certeza de que, no aeroporto de Congonhas, poderia topar com algum atleta. Câmera fotográfica e gravador nas mãos, ops, na bolsa, desde o Santa Genoveva. Preparada para uma eventual entrevista. Vai que eu encontro a delegação de um dos times que disputam o Brasileiro, como ocorreu em junho, antes da estreia das Meninas do Esporte, quando, de volta do Sul do país, me deparei com os jogadores do Flu? Naquela época, sem local para publicar material que poderia ser colhido fortuitamente. Agora, entusiasmada com a possibilidade de trazer textos diferentes para os leitores do blog. E não é que aconteceu? Eu realmente encontrei uma delegação de um time. Paulista. Foi no fim da viagem, de volta a Goiânia, no dia 12 de outubro. Mas pera aí que já entro nesta parte!

De volta ao começo. Ao meio do começo, acho. Qual não foi a minha surpresa, quando, na fila do embarque para São Paulo, ainda em Goiânia, o Thiago me cutuca para mostrar que tem atleta no nosso voo! Pronto, já tinha ali minha primeira entrevista. Mas a compartilho com vocês em um próximo post. Lembram que falei que começaria hoje pelo fim? Mas por que virou meio, Carla, como você falou no início deste texto? Ah tá, é que pensava em chegar a Goiânia e escrever tudo cronologicamente – do começo ao fim. Mas isso é cartesiano demais. Sem graça demais! Como é que, no meio da viagem, no domingo, 9 de outubro, flagro os torcedores do Corinthians indo para o Pacaembu debaixo de chuva e não coloco as fotos no blog? 


Tudo bem que elas – as fotos – não são nenhuma Brastemp (longe disso!), mas pelo menos temos um registro do fato! Ui, tô falando igual jornalista. Mas então: por isso que era início, virou meio e agora chego ao fim. Não ao fim do post! Mas à entrevista derradeira em solo paulista.

Quarta-feira, 12 de outubro de 2011.

Aeroporto de Congonhas, por volta das 13h40.

Eu no notebook, olhando e-mails e lendo as notícias de Goiânia.

 - Carla, você não vai acreditar em quem está entrando no saguão! Você vai ficar doida! – era o Thiago me avisando, mais uma vez, de que algo muito bom aconteceria.

Pronto. Antes de ficar doida, fiquei com um frio na barriga daqueles. E quando olho para trás...


Eis que surge a delegação do Santos. Começa uma correria de pessoas, disparos de flashes e eu... ainda com aquele frio na barriga.

 - Muricy, Muricy – é o povo indo atrás do técnico santista para tirar foto.

Se o Neymar estivesse aqui (tinha jogado pela seleção brasileira na noite anterior, no México), aí, sim, seria aquele fuzuê – penso eu.

Mas e agora José? Dou uma de fã, peço pra tirar foto, entrevisto? Mas você não foi preparada para isso, mulher? Minha mente é invadida por um mar de pensamentos...

E a cabeça não para – você tem que ser rápida, tem que ser rápida!

Então vai você, inconsciente! Ou consciente! Ou sei lá os termos psicológicos corretos pra usar nesta frase!

O fato é que fui... Devagarzinho. Mineirinha. Observei que o Muricy estava de boa pra tirar foto. Não negou uma. Esperei ele entrar na livraria e...



 - Boa tarde, Muricy. Posso tirar uma foto com você?

 - Claro!

 - Vocês vão jogar contra o... (Sim - queridos leitores - jornalistas, apesar de prepotentes, não sabem de tudo, nem mesmo quando cobrem uma área específica, e não decoram toda a tabela de jogos. Bem, pelo menos eu não...)

 - Contra o Atlético Mineiro...

Obrigada.

É claro que eu queria perguntar pra ele sobre a escalação do jogo, que ocorre nesta quinta-feira, mas... Sabe quando fica aquele receio de incomodar a pessoa? Pintou a dúvida, perdi o momento! E até a Bíblia diz isso: quando Pedro começou a duvidar de que poderia andar sobre as águas com Jesus, ele começou a afundar. Não, não quero traçar nenhum comparativo. E nem ser pseudo-dramática! Só coloquei o versículo mesmo porque lembrei.

Voltei pra mesa do café onde estava com o Thiago. Mas incomodada. Com a sensação de que poderia fazer mais. Coloquei meus óculos. Saí de novo, eu queria fazer uma entrevista ping-pong, nem que fosse uma mini ping-pong.

Nossa, este texto está grande! Falei no meio dele que colocaria a entrevista derradeira em solo paulista, né? Mas vamos fazer o seguinte: começar de novo em um novo post? Do começo. Ou meio. Ou fim. Vocês escolhem!

P.S: Vou decupar a entrevista e prometo que a coloco ainda hoje, antes do jogo Santos e Atlético MG, marcado para as 20h30, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.